blog

A Ascensão do Streaming

Publicado em: 27/09/2021

O termo streaming tem ganhado amplitude. Ele já não é mais sinônimo de Netflix, várias empresas entram nesse jogo: no ramo dos vídeos temos Disney+, Amazon Prime, Apple TV e Globo Play; na música há o Spotify, o Deezer e a Apple Music; ou games com Playstation Now, GeForce Now e a Steam. Nós lemos as pesquisas “IAB Brasil Guia de Vídeo Digital, Streaming & CTV" e “Latin America Video Streaming Behavior Survey” para conseguirmos ter um vislumbre de 2023, quando 3,14 bilhões de pessoas estarão consumindo alguma plataforma de streaming.

Quando olhamos para o surgimento dessas diversas plataformas em segmentos variados algumas coisas nos saltam os olhos. Por que uma fabricante de celular como a Apple, uma varejista como a Amazon ou uma empresa de placas de vídeo como Nvidia GeForce investem em streamings? Talvez Jeff Bezos tenha respondido essa pergunta ao declarar “quando vencemos um globo de ouro, vendemos mais sapatos”. O que faz sentido se considerarmos, por exemplo, que 40% dos latinos americanos se sentem frustrados assim que começa um anúncio e 70% simplesmente não se identificam com os anúncios e se por um milagre eles ainda prestam atenção 53% ainda irão reclamar que o produto não é local. Pensando nisso, ter uma plataforma de streaming parece um jeito melhor de se conectar com o cliente e agregar valor à marca. Afinal quanto mais games recém lançados o assinante da GeForce Now quiser jogar maior será a sua necessidade de uma placa de vídeo de última geração.

Hoje cerca de 100 milhões de lares americanos possuem TV paga, a tendência para 2023 é que apenas 72 milhões de lares mantenham a sua assinatura. Enquanto a penetração do streaming será de 73,6% na população americana. Aqui no Brasil esse número será de 48,2% contra uma média global de 36,3%. Quando olhamos para os números da banda larga fica extremamente claro o quanto a pandemia acelerou o crescimento do streaming, basta dizer que em 2019 havia 13 milhões de assinantes de banda larga no Brasil e em 2020 esse número decolou para 36 milhões. O aumento do consumo de banda larga significa que, por alto, a internet do brasileiro está três vezes mais rápida: pulou de 32,73 mbps para 100,44 mbps (https://www.speedtest.net/global-index). A consolidação do nosso ecossistema se avizinha, já que as principais frustrações dos consumidores de streaming no Brasil têm relação com sua conexão à internet. 58% acham que o re-buffering, voltar o vídeo para carregá-lo, é uma das experiência mais frustrante e em segundo lugar 52% consideram que é a demora de um vídeo em iniciar. Isso acaba culminando no fato de que 83% esperam que as plataformas tenham a função de download.

O consumidor brasileiro aparenta estar se esforçando para acentuar essa curva o máximo possível, uma vez que 91% dos lares que possuem internet já assinam alguma plataforma de streaming. Importante ressaltar também que 85% assistiram conteúdo VoD gratuito nos últimos 30 dias e 48% pagaram para assistir algum conteúdo VoD nesse mesmo período. Outro dado que chama a atenção é que 85% dos brasileiros conectados usam serviços de streaming pagos para buscar novos conteúdos. Ou seja, eles estão ávidos por novos títulos e dispostos a pagar por isso.

Com a ascensão do streaming a Container Media nasceu dentro do Grupo Box Brazil e através deste meio pretendemos compartilhar com você estudos, matérias, reflexões, notícias e nosso trabalho com vocês. Esperamos que possamos acompanhar juntos a trajetória ascendente do streaming!

assine a newslatter da container

E acompanhe de perto novidades!